21/04/2011

Papa realiza cerimônia do lava-pés


O Papa Bento XVI realizou hoje o ritual do lava-pés, que na liturgia da Quinta-Feira Santa relembra o gesto de humildade feito por Jesus com seus 12 discípulos.

O evento aconteceu durante a missa conhecida como "A Ceia do Senhor", que dá início ao Tríduo Pascal e foi realizada na Basílica de São João de Latrão, no Vaticano.

Pouco antes do começo da liturgia eucarística, o Papa se ajoelhou para lavar os pés de 12 sacerdotes da diocese de Roma e enquanto ele praticava o ritual religioso eram recolhidas oferendas dos fieis presentes destinadas às vítimas do terremoto no Japão.

"Todos nós devemos sempre de novo aprender e aceitar Deus e Jesus Cristo como Ele é, não como nós queríamos que fosse. Nós também resistimos em aceitar que Ele seja associado aos limites de sua Igreja e de seus ministros", colocou o Santo Padre durante a missa.

Na ocasião do desastre natural, Bento XVI declarou sentir "uma profunda dor" pelas "trágicas consequências" do terremoto e expressou sua "proximidade" com todas as vítimas.

Ele acrescentou que "todos os seres humanos, exceto Maria [Madalena] necessitam sempre de conversão". "Todos nós precisamos de uma conversão que aceite Jesus em seu ser Deus e ser Homem. Precisamos da humildade do discípulo que segue a vontade do Mestre", acrescentou.

Fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/papa-realiza-cerimonia-do-lava-pes_107926/

16/04/2011

Bento VXI completa hoje 84 anos


Cidade do Vaticano, 16 abr (RV) - Neste sábado, Bento XVI completa 84 anos. O Papa está recebendo parabéns do mundo inteiro. Autoridades políticas e religiosas, homens de cultura e simples fiéis estão expressando sua estima e afeto ao Santo Padre.

A Rainha Elizabeth II da Inglaterra parabenizou o Santo Padre com a seguinte mensagem: "Por ocasião de seus 84 anos, com muito prazer, envio-lhe minhas felicitações e orações, recordando com grande afeto a memorável visita de Sua Santidade ao Reino Unido."

O Jornal da Santa Sé L'Osservatore Romano congratulou-se com Bento XVI em nome de todos os seus leitores e "pessoas do mundo inteiro que querem bem ao Papa, que lhe estão próximas, mostrando simpatia e interesse por sua pessoa e suas palavras que anunciam a alegre convicção de que Deus é a luz do mundo".

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) também parabenizou o Santo Padre pelos seus 84 anos. "A Igreja na Itália reconhece em Sua Santidade uma testemunha fiel e um mestre do qual aprendemos a viver segundo Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida que todo ser humano procura" – frisa a nota dos bispos italianos.

"Do Santo Padre aprendemos a urgência, para as nossas comunidades, de começar daquilo que é essencial, do centro da fé, para que um pensamento fecundo da presença de Cristo faça nascer uma cultura autenticamente humana e chegue ao mundo a verdadeira paz" – sublinham ainda os prelados.
O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, diretor da Rádio Vaticano, também parabenizou o Santo Padre pelos seus 84 anos.

"Uma longa vida a serviço do Senhor e sua Igreja, com dedicação total e incansável. A Rádio Vaticano, o Centro Televisivo Vaticano e a Sala de Imprensa da Santa Sé, a seguimos com imensa gratidão e admiração e consideramos um privilégio poder estar ligados ao seu ministério de Pastor Universal da Igreja. Também em nome de todos os ouvintes, telespectadores e leitores de todas as partes do mundo, pedimos ao Senhor para que continue doando ao Papa saúde e energia para que suas palavras e olhar, verdadeira transparência de seu testemunho de fé, continuem iluminando e confortando nossas mentes e corações" – concluiu Pe. Lombardi.

(fonte:http://www.oecumene.radiovaticana.org)

COMO VENCER A VIOLÊNCIA?


Quando Deus é retirado de cena, o homem ocupa o lugar d’Ele
A Igreja ensina as razões profundas da violência; acima de tudo está num coração sem Deus, sem amor ao irmão, que não é visto como “imagem e semelhança de Deus”. E quando Deus é retirado de cena, o homem ocupa o lugar d’Ele e a dignidade humana já não é mais respeitada. O “não” dito a Deus acaba se transformando em um “não” dito ao homem, por isso vemos hoje a pior de todas as violências, o aborto e a eutanásia, o sacrifício da vida humana; além dos assaltos, sequestros, roubos, corrupções de toda ordem, pedofilia, estupros, incestos, violência nos lares contra as crianças, etc.
Não basta encher as nossas ruas de policiais armados e bem equipados para acabar com a violência – embora isso seja necessário para lhe dar combate imediato –, é preciso mais. É preciso a “educação para a paz”. Essa educação exige que se ensine às crianças e aos jovens, nos lares e nas escolas, a dignidade de todo e qualquer ser humano. A moral cristã tem como base essa dignidade. Tudo aquilo que a Igreja condena como imoral é porque fere a dignidade da pessoa. A base da violência está na falta da vivência moral e na relativização do que seja o bem; o mal tem gerado muitas formas de violência.
Um fator de importância máxima na questão da violência é a família, pois ela é a “escola de todas as virtudes”, e é nela que a criança deve aprender com os pais e os irmãos a respeitar e a ser respeitada. Mas como vai a família? Infelizmente mal; a imoralidade tem destruído a família e seus valores cristãos. Muitas estão destruídas e muitos filhos sem a presença imprescindível dos pais para educá-las. Milhares de adolescentes e jovens ficam grávidas sem ao menos terem um lar para receber seus filhos. Como disse o saudoso Papa João Paulo II, no Brasil há milhares de crianças “órfãs de pais vivos”. Que futuro terão essas crianças? Muitas delas acabarão na rua e no mundo do crime e da violência. Sabemos que quase a totalidade dos nossos presos são jovens.
E por que tantos jovens acabam no mundo do crime? Porque lhes faltam um pai e uma mãe que lhes ensinem o caminho da honradez, da virtude, da escola e do trabalho. O trabalho é a sentinela da virtude.
Hoje quase não faltam escolas para as crianças, nem mesmo catequese nas paróquias, mas faltam os pais que as conduzam à escola e à igreja. Portanto, sem a reestruturação da família, segundo o coração de Deus, na qual não existam o divórcio, a traição, o incesto, as brigas, o vício, o estupro, a pedofilia, etc., não se poderá acabar com a violência na sociedade.
Sem Jesus, sem o Evangelho, sem a vivência moral ensinada pela Igreja de Cristo, não haverá paz verdadeira e duradoura. Sem isso será inócuo lutar pela paz. Diz o salmista que “se não é Deus quem guarda a cidade, em vão vigiam os seus sentinelas” (Sl 126, 1).

08/04/2011

ESTOU ENFERMA DE AMOR...


 Sabe a cada dia que se passa me apaixono ainda mais pelo Senhor é um amor tão puro, amor Ágape
que inflama, dói...estou enferma de amor.Amo Jesus mais do que tudo nesta vida mais que eu mesma,
adorá-lo é o meu prazer  sou feliz mesmo diante dos meus problemas e das minhas dificuldades é confortante saber que existe um Deus que vela por mim.
 Deus é maior que tudo esta acima de todas as coisas,acima de todos os nomes, sei que Ele esta comigo
em todos o momentos quero ser santa quero viver a plenitude de minha fé...em cada passo que eu dou em cada frase que eu falar quero te agradar Senhor, meu tudo minha rocha inabalável é por ti Senhor que minh'alma anceia e suspira,Tu és o único motivo do meu louvor,Glórias a ti Senhor.
                                  DE SUA ETERNA ADORADORA PRISCILA....
                                                           JESUS & EU  

06/04/2011

OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

INTRODUÇÃO
Uma das doutrinas mais curiosas dos Testemunhas de Jeová afirma que a vinda de Cristo que todos os cristãos aguardam já ocorreu em 1914; porém, de forma invisível.

Sim! Você está lendo corretamente: eles afirmam que Cristo retornou, porém, de forma invisível e, por isso, ninguém consegue vê-lo; Ele se encontraria agora reinando sobre a terra. Assim, para analisar profundamente esta doutrina, resolvi fazer este estudo.
ANTECEDENTES.
Para sabermos de onde veio esta doutrina, precisamos estudar um pouco a história da Sociedade Torre da Vigia e suas profecias não cumpridas sobre o fim do mundo.

Uma das colunas básicas da Sociedade é o ensinamento sobre o Armagedon e o fim daquilo que denomina "o atual sistema das coisas". Ao longo da História, se caracterizam [os Testemunhas] por imaginar que o fim encontra-se próximo de cada esquina, anunciando-o reiteradamente para 1914, 1918, 1925, 1941 e 1975.

Citarei a seguir alguns extratos de suas publicações:
"Tendo em vista a forte evidência da Bíblia, consideramos como uma verdade estabelecida que o fim cabal dos reinos deste mundo e o estabelecimento total do Reino de Deus na Terra se realizarão no final de 1914" (Estudos das Escrituras 2, pp. 76, 78 e 285 [versão em espanhol]).

"Neste capítulo apresentamos a evidência bíblica que afirma que os Tempos dos Gentios terminarão em 1914. Isto quer dizer que nesta data o Reino de Deus estará estabelecido firmemente na Terra. O Reino do qual Cristo nos ensinou: 'Venha a nós o vosso Reino'" (Estudos das Escrituras 3, pp. 247 e 306 [versão em espanhol]).

"Esta guerra culminará na batalha de Armagedon, o que significará o estabelecimento permanente e total do Reino do Messias" (A Atalaia, 01.04.1915 [versão em inglês]; reimpressão).

No entanto, chegando 1915, nada ocorreu. Ao invés de aprenderem com seu erro, voltaram a tropeçar na mesma pedra outras vezes.

"O dia da Vingança, o qual começou com a Guerra Mundial de 1914, explodirá em uma furiosa tormenta em 1918" (Estudos das Escrituras 7, p. 404 [versão em espanhol], 1917).

"Nos restam apenas alguns meses antes que se manifeste a grande noite" (A Atalaia, 01.10.1917, p. 6149 [versão em inglês]; reimpressão).

"O que nos trará o ano de 1918? (...) Os cristãos esperam ver cumpridas totalmente as esperanças da Igreja" (A Atalaia, 01.01.1918, p. 6191 [versão em inglês]; reimpressão).

"Como já indicamos, o grande ciclo de jubileus terminará em 1925. A partir de então será reconhecida a fase terrestre do Reino. Portanto, podemos confiantemente esperar que 1925 marcará o regresso de Abraão, Isaac, Jacó e os fiéis profetas da Antigüidade, especialmente aqueles citados pelo Apóstolo em Hebreus 11" (Milhões dos que Agora Vivem não Morrerão Jamais, p. 73, 1920).

"O mais indispensável entre as coisas que deverão ser restauradas é a vida da raça humana e, como quer que seja, há diversas citações que, sem dúvida, indicam a ressurreição de Abraão, Isaac, Jacó e outros fiéis dos tempos antigos. Estes gozarão do primeiro favor: podemos esperar que o ano de 1925 presenciará o regresso destes fiéis saindo do túmulo plenamente restaurados à perfeição humana e constituindo-se em representantes legais e visíveis da nova ordem das coisas na Terra. Uma vez que o Reino Messiânico esteja estabelecido, o grande Messias, formado por Jesus e sua Igreja glorificada, despensará sobre o mundo as bênçãos por tanto tempo aguardadas e desejadas" (Milhões dos que Agora Vivem não Morrerão Jamais, pp. 72 e 88, 1920).

Chegaram, inclusive, a construir uma mansão para que fosse habitada pelos patriarcas quando ressuscitassem (a qual - como você pode imaginar - não ficou sem ser desfrutada [pelo presidente da Sociedade Torre da Vigia]).

Como era de se esperar, novamente passou o ano de 1925 e Abraão, Isaac e Jacó não ressuscitaram, e os dirigentes do Corpo Governante pensaram: "Que raios!". Conta-se que ficaram tristes porque o fim do mundo não ocorreu.

O fiasco foi tamanho que o próprio presidente dos Testemunhas de Jeová precisou reconhecer que passou por ridículo quando suas previsões do fim não se cumpriram - coisa que [os fiéis] tomaram como "um exemplo de humildade":
"Exemplos de humildade que devemos imitar...
Outro fiel servo de nossos tempos, muitíssimo usado por Jeová, foi Joseph F. Rutherford, citado no início do artigo. Foi um bravo defensor da verdade bíblica e, concretamente, do nome de Jeová. Ainda que fosse geralmente conhecido como 'o Juiz Rutherford', era um homem humilde de coração. Por exemplo, em certa ocasião fez catégoricas declarações no tocante a certos acontecimentos que os cristãos poderiam esperar para o ano de 1925. Quando não se cumpriu o que ele esperava, disse humildemente à família de Betel do Brooklyn que havia caído no ridículo" (A Atalaia, 01.12.1993 [versão em espanhol]).


Mesmo assim, continuaram tropeçando na mesma pedra:
"A obra do Testemunha [de Jeová] pela Teocracia parece ter se cumprido na maioria dos países da Cristandade; estamos ansiosos e atentamente aguardando o sinal da batalha do Armagedon" (A Atalaia, 01.09.1940 [versão em inglês]).

"O novo livro 'Filhos' provará ser útil nos últimos meses que restam antes do Armagedon" (A Atalaia, 01.10.1941 [versão em inglês]).

"Estamos nos últimos meses que antecedem a batalha do Armagedon" (A Atalaia, 15.09.1941 [versão em inglês]).

"Conforme a fidedigna cronologia bíblica, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono de 1975 da Era Cristã, de forma que os 6000 anos da existência do homem sobre a terra logo terminarão" (Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus, pp. 29-30, 1966).

"Conforme um cálculo mais recente da conta do tempo na Bíblia, os seis mil anos da existência do homem terminarão na segunda metade do ano de 1975. O milênio bíblico está diante de nós" (A Atalaia, 15.04.1967 [versão em espanhol]).

"Fixem-se, irmãos: faltam apenas 90 meses para que se complete a existência do homem na terra" (Ministério do Reino, p. 4, março/1968 [versão em inglês]).

O pior de tudo são as conseqüências que psicologicamente pode ocasionar este encontrar o fim do mundo em cada esquina. Por exemplo, na seguinte publicação, recomendam adiar o matrimônio até que chegue a paz eterna sobre a terra:

"É melhor que adiemos o nosso matrimônio até que chegue a paz eterna sobre a terra. Agora não devemos aumentar a nossa carga; temos que estar livres para o Senhor" (Filhos, p. 346, 1941).

Você é capaz de imaginar quantos Testemunhas de Jeová levaram este conselho a sério e adiaram seus matrimônios no aguardo da paz eterna? Terminaram perdendo o vigor. E numa época onde certos medicamentos não existiam, isto certamente foi para eles um verdadeiro "fim do mundo":

"Ter filhos hoje em dia...
Agora, mais do que nunca, 'o tempo que resta está reduzido'. Sim, é limitado o tempo que resta para que o povo de Jeová conclua a obra que Ele lhe confiou, a saber: 'Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada para testemunho de todas as nações; e então virá o fim' (Mateus 24:14). Essa obra deve ser realizada antes que venha o fim. Por isso, é apropriado que os cristãos se perguntem que efeito terá em sua participação nessa obra vital que se casem ou, se estiverem casados, que tenham filhos" (A Atalaia, 01.03.1988 [versão em espanhol]).

Imagine você quantos casais, considerando que o tempo estava "reduzido", decidiram não ter filhos!

A GERAÇÃO DE 1914
Após tropeçar tantas vezes na mesma pedra, a doutrina da Torre da Vigia tomou a sua forma atual, que afirma que em 1914 Cristo se tornou "presente", porém, de forma "invisível", estando agora "subjugando" seus inimigos, após o que estabelecerá por completo o Reino de Deus e a paz eterna:

"Em 2 de outubro de 1914, Charles Taze Russell, então presidente da Sociedade Torre da Vigia de Bíblias e Tratados, anunciou expressamente: 'Os Tempos dos Gentios terminaram; o dia de seus reis passaram'. Quão verídicas demonstraram ser suas palavras! Ainda que tenha sido invisível aos olhos humanos, em outubro de 1914 ocorreu no céu um acontecimento de transcedência mundial: Jesus Cristo, o Herdeiro permanente do 'trono de Davi', começou a governar como Rei sobre toda a humanidade (Lucas 1:32,33; Revelação 11:15)" (A Geração de 1914... Por que é significativa?, w92 1/5 6-7 [versão em espanhol]).

Esta passagem é bastante reveladora porque tenta converter o grande fracasso de Russell, ao prever o fim do mundo para 1914, em uma previsão cabalmente cumprida. Ainda que qualquer pessoa com um pouco de senso comum possa se perguntar como é que Cristo está reinando se a cada dia que passa o mundo cai em uma maior imoralidade (praticam-se cada vez mais abortos, legaliza-se o casamento-gay, legaliza-se a eutanásia, continuam ocorrendo guerras, assassinatos, roubos etc.), eles criaram uma resposta engenhosa:

"Porém, talvez você pergunte: se Cristo começou a governar em 1914, por que pioraram as condições na Terra? Porque, todavia, existia Satanás, o inimigo invisível da humanidade. Satanás teve acesso ao céu até 1914. Porém isso mudou quando o Reino de Deus foi estabelecido em 1914. 'Ocorreu uma guerra no céu' (Revelação 12:7). Satanás e seus demônios foram vencidos e lançados à Terra, produzindo efeitos catastróficos na humanidade. A Bíblia predisse: 'Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu até vocês, possuindo grande ódio, sabendo que tem um curto espaço de tempo!' (Revelação 12:12)" (A Geração de 1914... Por que é significativa?, w92 1/5 6-7 [versão em espanhol]).

Esta doutrina também inclui a crença de que o Reino de Deus sobre a terra seria definitivamente instaurado antes que a geração de 1914 morresse.

"Se Jesus empregou a palavra 'geração' nesse sentido e a aplicamos a 1914, então as crianças dessa geração têm agora 70 anos de idade ou mais. E outros que estavam vivos em 1914 têm agora cerca de 80 ou 90 anos; e há alguns que até já alcançaram os 100 anos de idade. Ainda vivem muitas milhões de pessoas daquela geração; algumas delas 'não passarão de modo algum até que sucedam todas as coisas' (Lucas 21:32).

A partir do ponto de vista meramente humano, poderia parecer que tais eventos dificilmente poderiam ocorrer antes que a geração de 1914 desapareça de cena. Porém, o cumprimento de todos os eventos previstos que deveriam afetar a geração de 1914 não depende de medidas humanas, que são relativamente lentas. A palavra profética que Jeová pronunciou por Cristo Jesus é: 'Esta geração [de 1914] não passará de modo algum até que sucedam todas as coisas' (Lucas 21:32). Ademais, Jeová - que é a fonte da profecia inspirada e infalível - fará com que se cumpram as palavras do seu Filho em um período relativamente curto (Isaías 46:9,10; 55:10,11).

A proximidade do Reino de Deus hoje significa o fim dos divisivos sistemas políticos, religiosos e comerciais da atualidade. Significa que será introduzido um novo governo justo para todas as pessoas obedientes da humanidade. Você pode escolher a vida eterna sob este arranjo de 'novos céus e uma nova terra' (2Pedro 3:13; João 17:3). Sim! Você pode chegar a ver esta Nova Ordem prometida, juntamente com os sobreviventes da geração de 1914... A geração que não passará" (1914... A Geração que não Passará, w84 15/5 4-7 [versão em espanhol]).

Até aqui, vimos os antecedentes desta doutrina e sua forma final. Passarei agora a fazer uma humilde análise bíblica dos seus argumentos.

A MANEIRA DE SE CALCULAR A DATA DE 1914
Demonstrarei agora, textualmente, a forma que os Testemunhas de Jeová apresentam em suas publicações de se efetuar o referido cálculo:

"6. Se você abrir a sua Bíblia em Daniel 4, encontrará uma profecia que revela o objetivo de Deus quanto a exercer Sua soberania sobre a Terra. Declara aí que o objetivo pelo qual se cumpre essa profecia é 'que saibam os viventes que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e a quem Ele quiser dá-lo' (versículos 2, 3 e 17). Sabemos que esta pessoa "a quem" o Altíssimo dá 'o Reino' é Cristo Jesus. E o último livro da Bíblia fala do tempo em que 'o reino do mundo' é dado a Cristo como Rei celestial (Revelação 11:15; 12:10). Isto significa, portanto, que a profecia de Daniel trata do tempo em que Deus intervirá nos assuntos humanos, o que ocorrerá dando 'o reino do mundo' a Jesus Cristo. Quando a profecia mostra que isso acontecerá?

7. O sonho profético registrado em Daniel descreve uma imensa árvore que foi derrubada e rodeada com bandas de ferro e cobre até que passaram 'sete tempos' sobre ele. Durante esse tempo se lhe daria 'o coração de um animal' (Daniel 4:10-16). O que isto significava? Deus fez Daniel explicar: Nabucodonosor, o rei da Babilônia, perderia o juízo, seria removido de seu trono e lançado para longe dos homens, vivendo como um animal. Depois de 7 anos, o rei recobraria o juízo. Isto, na verdade, ocorreu ao rei e foi reconduzido ao seu trono como a pessoa que reconheceu a superioridade do governo de Deus (Daniel 4:20-37). Entretanto, tudo isto tinha um significado maior e, por essa razão, foi registrado na Bíblia.

8. O significado maior tem a ver com um governo mais poderoso, que beneficiaria toda criatura viva da Terra. Desse governo, como diz a profecia, haveria 'alimento para todos' e proteção até para os animais e as aves (Daniel 4:12). O único governo que na verdade pode implementar estes benefícios é o Reino de Deus. Os princípios justos desse governo foram demonstrados através da história de Judá, com seus reis em Jerusalém. Porém, pela infidelidade manifestada, Jeová deixou o reino de Judá ser conquistado pela Babilônia, no ano 608 antes da Era Cristã. Foi como se a árvore do sonho fosse cortada e fossem colocadas bandas [de ferro e cobre] ao redor do tôco. Sem intervenção divina, os governos nacionais têm exercido domínio mundial desde então. Visto que estes reinos nacionais são representados na Bíblia como 'animais', foi como se um anjo vindo do céu tivesse anunciado: 'Que lhe seja dado o coração de um animal e passem sete tempos sobre ele' (Daniel 4:16; 8:1-8,20-22). Com o passar do tempo, porém, aqueles 'sete tempos' de governo realizados por governantes semelhantes a animais caducariam. Então as 'bandas' seriam removidas e a 'árvore' cresceria novamente à medida que começasse a exercer o domínio mundial aquele a quem Jeová daria 'o reino do mundo'.

9. Quanto durariam esses 'sete tempos'? Muito mais do que sete anos, porque séculos depois Jesus Cristo indicou que estes 'tempos assinalados das nações' ainda continuavam. As nações haviam obtido o domínio mundial com a conquista de Jerusalém pela Babilônia, em 607 antes da Era Cristã, e continuariam a tê-lo por mais algum tempo (Lucas 21:24).

10. Note você como a Bíblia se refere aos 'tempos' proféticos: Revelação 11:2,3 mostra que 1260 dias compõem 42 meses ou 3 anos e meio. Revelação 12:6,14 menciona o mesmo número de dias (1260), porém os chama de 'um tempo, e tempos, e metade de um tempo' ou 3 'tempos' e meio. Cada um desses 'tempos' é de 360 dias (3 1/2 x 360 = 1260). Cada dia desses 'tempos' proféticos representa 1 ano inteiro, segundo o princípio de 'um dia para cada ano' (Números 14:34; Ezequiel 4:6). Assim, portanto, os 'sete tempos' são 2520 anos (7 x 360). Contando desde o outono de 607 antes da Era Cristã, quando Babilônia derrubou o típico reino de Deus em Judá, 2520 anos nos conduzem até o outono de 1914 da Era Cristã (606 1/4 + 1913 3/4 = 2520). Nesse ano, 'o reino do mundo' seria confiado a Jesus Cristo" (O Ano Marcado... 1914 E.C., pp. 69-85).

Para que você possa perceber o absurdo deste método de calcular a data do final dos tempos, deve ler completamente o capítulo 4 de Daniel. (...).

Em primeiro lugar, devemos notar que o texto citado, onde os Testemunhas de Jeová dizem que Deus "revela o objetivo quanto a exercer Sua soberania sobre a Terra" se refere não ao final dos tempos, mas a aplicar uma lição em Nabucodonosor, que em sua soberania não reconhecia a soberania de Deus. Deus lhe faz notar, assim, como permitiu que viesse a se tornar rei; com efeito, poderia também tirá-lo do seu trono e colocar nele quem bem desejasse.

O próprio Daniel, quando interpreta a profecia, assim o faz:
"Esta é a sua interpretação, ó rei, e o decreto do Altíssimo que expediu ao meu senhor, o rei: 'Serás lançado para longe dos homens e com os animais do campo habitarás; erva, como os bois, terás por comida e serás banhado com o orvalho do céu; sete tempos passarão por ti até que reconheças que o Altíssimo domina sobre o império dos homens e que o dá a quem lhe compraz" (Daniel 4,24-25).

Esta é a explicação do próprio profeta ao interpretar o texto que, segundo os Testemunhas de Jeová, reflete o propósito de Deus de exercer Sua soberania sobre a terra:

"É a sentença ditada pelos Vigilantes, a questão decidida pelos Santos, para que todo ser vivo saiba que o Altíssimo domina sobre o reino dos homens: é dada a quem lhe compraz e exalta o mais humilde dos homens" (Daniel 4,17).

Assim, tiraram este texto do contexto, porque ali Deus exerce sua soberania humilhando a Nabucodonosor, [mas os Testemunhas de Jeová] fazem crer que se refere à soberania definitiva de Deus no final dos tempos.

Porém, essa não é a única vez que tiram os textos de seus contextos; por exemplo, quando afirmam: "Entretanto, tudo isto tinha um significado maior e, por essa razão, foi registrado na Bíblia. O significado maior tem a ver com um governo mais poderoso, que beneficiaria toda criatura viva da Terra. Desse governo, como diz a profecia, haveria 'alimento para todos' e proteção até para os animais e as aves (Daniel 4:12). O único governo que na verdade pode implementar estes benefícios é o Reino de Deus".

Além do que já tinha interpretado Daniel quanto a essa profecia, [os Testemunhas] encontram um outro significado "maior" (que, ao que parece, passou despercebido pelo profeta Daniel), tomando por base que se menciona um governo mais poderoso no qual haveria "alimento para todos", o que - segundo eles - somente poderia se referir ao reinado de Cristo. No entanto, erram novamente, já que o próprio Daniel interpretou que essa árvore, da qual se alimentavam todos os habitantes, era o reinado de Nabucodonosor.

"Essa árvore que viste, que se tornou grande e encorpada, cuja altura atingia o céu e que era visível em toda terra, que possuía formosa ramagem e frutos em abundância, que produzia alimento para todos, sob a qual se abrigavam as feras do campo e em cujos ramos faziam ninho os pássaros do céu, sois tu - ó rei - que te tornaste grande e poderoso, cuja grandeza tem crescido e chegado até o céu, e cujo domínio se estende até os confins da terra" (Daniel 4,20-22).

Daí associam arbitrariamente os 7 tempos de Nabucodosor em seu coração de animal como uma chave oculta que na verdade significariam 360 anos (uma fórmula matemática também arbitrária) contados a partir da queda de Jerusalém (data que também tem recebido muitas críticas, já que adotam uma data diferente daquela que é aceita em geral pelos historiadores).

Antes de escrever este artigo, expressei a minha opinião a diversos Testemunhas de Jeové de que essa associação que faziam do capítulo 4 de Daniel com o fim dos tempos era totalmente arbitrária e não havia razão para se buscar um "significado maior" além daquele que o próprio Daniel, como profeta de Deus, tinha dado à profecia. Eles simplesmente me responderam: "É que você lê a Bíblia como uma estorinha". Quando comentei com eles que não existia qualquer relação destes 7 tempos com o tempo que seria instaurado o Reino de Deus após a queda de Jerusalém, me disseram: "É que você não tem conhecimento e está com o coração endurecido. Por isso, não consegue entender". Ninguém pode nada contra argumentos assim "tão convincentes"...

A BÍBLIA FALA SOBRE UMA VINDA "INVISÍVEL" DE CRISTO?
Entre a incontável quantidade de publicações em que os Testemunhas de Jeová afirmam que Cristo falou de sua presença invisível, encontramos esta:

"2. Pouco antes de encerrar o seu ministério na Terra, Jesus predisse o sinal de sua presença invisível no poder do Reino (Mateus, capítulos 24 e 25). Descreveu claramente como seriam os tempos durante sua presença real e os eventos que cumprem a profeciam mostram que foi entronizado nos céus em 1914. Também apontou uma situação que nesse tempo colocaria à prova a autenticidade da nossa fé. Esta teria a ver com o momento em que Jesus atuaria como Executor para destruir o presente sistema iníquo na grande tribulação, pois disse: 'Sobre aquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas apenas o Pai'. Com isto em mente, passou a dizer: 'Assim, mantenham-se em alerta, pois não sabem em qual dia virá o seu Senhor' (Mateus 24:36,42)" (Por que os Testemunhas de Jeová se Mantêm em Alerta?, w94 1/5 21-26).

O certo é que se você ler completamente os capítulos 24 e 25 de Mateus não encontrará Jesus jamais falando de sua presença "invisível".

O texto começa quando os discípulos se mostram maravilhados com o Templo [de Jerusalém] e Jesus lhes diz que não restaria pedra sobre pedra:

"Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-no apreciar as construções. Jesus, porém, respondeu-lhes: Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído. Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: Quando acontecerá isto? E qual será o sinal de tua vinda e do fim do mundo?" (Mateus 24,1-3).

Como se pode observar, os discípulos fazem duas perguntas [a Jesus]:
1. "Quando acontecerá isto?" - Refere-se à destruição do Templo, sobre o quê Cristo acabara de lhes falar (e que ocorreu em 70 d.C.).

2. "Qual será o sinal de tua vinda e do fim do mundo?" - Aqui, sim, perguntam-lhe sobre a sua [nova] vinda.

Os Testemunhas de Jeová alegam que a palavra grega traduzida aqui para "vinda" é "parousía", mas que na realidade significa "presença". Consultando dois dicionários de grego (Strong e Barclay), estas fontes dão ambos os significados como possíveis. O certo é que, independente disto, nada aqui faz pensar que será invisível esta "vinda", "presença" ou como se lhe queira traduzir o termo. A prova se encontra na própria Escritura, quando Cristo responde aos seus discípulos. Ele começa narrando os acontecimentos que ocorreriam antes de sua [nova] vinda (guerras, terremotos, fomes) e que os Testemunhas de Jeová erroneamente interpretam como sinal de que [Jesus] já está presente de forma invisível. Após isto, nos fala sobre sua [nova] vinda:

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra" (Mateus 24,30-31).

Aqui, as próprias palavras de Cristo descartam qualquer vinda "invisível", porque são enfatizados os seguintes fatos:
1. "Todas as tribos da terra baterão no peito" - Porém, como poderiam bater no peito todas as tribos da terra se ninguém percebeu sua vinda?

2. "Verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade" - Contudo, seria um absurdo o texto afirmar que "verão" o Filho se ele está "invisível".

3. "Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos" - Isto quer dizer que os eleitos serão levados à presença de Cristo para estar com Ele para sempre. Entretanto, se Cristo já veio e não fez nada disto, será que Cristo se esqueceu de levar os Testemunhas de Jeova? Foram relatados desaparecimentos em massa em 1914?

Outro texto em que se assinala com mais clareza a vinda de Cristo encontramos no Apocalipse:
"Ei-lo que vem entre as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentar-se todas as raças da terra. Sim. Amém" (Apocalipse 1,7).

Não sei como os Testemunhas puderam entender que quando se diz: "Todos os olhos o verão", estaria se referindo a uma vinda "invisível".

Curiosidade: Debatendo com um partidário da vinda invisível de Cristo, este me disse que uma prova de que era invisível é que [a Biblia] diz: "Vem entre as nuvens", e as nuvens o encobrem!!! (Não, não é brincadeira!).

Outro texto muito claro que afirma que Cristo não terá uma vinda invisível, mas que virá para que a Igreja esteja para sempre com ele, é este:

"Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (1Tessalonicenses 4,15-18).
Aqui também se fala que Cristo virá para se reunir com sua Igreja para sempre. Invisível coisa nenhuma!

COMO QUALIFICAR A ATITUDE DA SOCIEDADE TORRE DA VIGIA?
Definitivamente, não foi nada responsável da parte da Sociedade Torre da Vigia ter feito uso da ladainha de profecias não-cumpridas sobre o fim dos tempos (mais de dez vezes...), pelas conseqüências permanentes que ocasionaram em seus membros (sem contar quantas vezes caiu no ridículo, coisa que o próprio presidente dos Testemunhas de Jeová reconheceu).

Atualmente já deve estar próxima uma alteração na doutrina de 1914, coisa que é necessária, já que a geração de 1914 chegou praticamente ao fim (quando este artigo foi escrito, os Testemunhas de Jeová nascidos nesse ano contavam com 94 anos de idade, e já não devem ser muitos); todavia, "não se chegou ao fim" novamente, como podemos constatar. Um possível sintoma dessa alteração encontramos em uma das frases incluídas de forma explicativa, mantida em quadro à parte, da apresentação intitulada "Por que é publicada [a revista] Despertai!", pouco antes de 1995 [versão em espanhol]:

"Mais importante ainda: esta revista promove a confiança na promessa do Criador em estabelecer um novo mundo pacífico e seguro antes do desaparecimento da geração que presenciou os acontecimentos de 1914".

No entanto, atualmente escrevem assim [versão em espanhol]:
"Um novo mundo pacífico e seguro logo substituirá o atual sistema de coisas caracterizado pela maldade e rebelião".

Significa isto que, depois de tropeçarem tantas vezes seguidas na mesma pedra, tentam agora virar o timão? Não sabemos até que venha a ocorrer! Enquanto isso, a doutrina permanece inalterada.

QUAL A MORAL DA ESTÓRIA?
A mensagem de Cristo é que estejamos sempre preparados, pois não sabemos nem o dia, nem a hora. O fim do mundo não se encontra em cada esquina.

Recordemos que, ainda que o mundo viesse a acabar daqui a 4 mil anos, o nosso "fim do mundo" ocorre quando nos chega a morte e precisamos prestar contas a Deus. Como não sabemos quando ocorrerá, o melhor é estar sempre alerta!

"Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem" (Lucas 12,39-40).

QUEM É O ANTICRISTO?


Resposta: Há muita especulação sobre a identidade do anticristo. Alguns dos alvos mais populares são Vladimir Putin, Hugo Chavez, Mahmoud Ahmadinejad e o Papa Bento XVI. Nos Estados Unidos, os antigos presidentes Bill Clinton e George Bush e o presidente atual Barack Obama são os candidatos mais frequentes. Então, quem é o anticristo e como iremos reconhecê-lo?

A Bíblia não diz nada específico sobre de onde o anticristo vai surgir. Muitos estudiosos bíblicos especulam que ele virá de uma confederação de dez nações e/ou de um império Romano renascido (Daniel 7,24-25; Apocalipse 17,7). Outros o vêem como um judeu, já que ele teria que ser um para poder clamar ser o Messias. Tudo é apenas especulação já que a Bíblia não diz especificamente de onde o anticristo vai surgir e qual a sua raça será. Um dia o anticristo será revelado. 2 Tessalonicenses 2,3-4 nos diz como iremos reconhecer o anticristo: "Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus".

É provável que a maioria das pessoas que estão vivas quando o anticristo for revelado vai estar muito surpresa com a sua identidade. O anticristo pode já estar vivo hoje ou não. Martinho Lutero estava certo de que o Papa de sua época era o anticristo. Outros que viveram nas últimas centenas de anos têm estado certos quanto à identidade do anticristo. Até agora, todos estavam incorretos. Devemos deixar para trás todas as especulações e focalizar no que a Bíblia realmente diz sobre o anticristo. Apocalipse 13,5-8 declara: "E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."

Guerras e rumores de guerras! Conflitos entre nações no Oriente Médio. Ataques terroristas em Israel. As manchetes do dia sugerem, para muitas pessoas, que estejamos na contagem regressiva aos eventos finais do plano de Deus para este mundo. Qualquer dia, pensam alguns, deve aparecer o terrível Anticristo.

Segundo a bem divulgada doutrina de premilenarismo, o Anticristo reunirá as forças do mal para enfrentar o exército de Cristo numa batalha decisiva. Há diversos aspectos dessa doutrina que contradizem os ensinamentos bíblicos, mas neste artigo vamos considerar um ponto só: o Anticristo.

A palavra "anticristo" é bíblica, mas a doutrina citada acima não é. Ao invés de inventar e espalhar teorias humanas sobre o Anticristo, devemos nos contentar com a palavra de Deus. Vamos ler agora todas as passagens bíblicas que usam a palavra "anticristo":

"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (1 João 2,18).

"Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (1 João 2,22).

"Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (1 João 4,2-3).

"Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo" (2 João 7).

Nestes trechos - os únicos na Bíblia que usam a palavra "anticristo" - podemos observar alguns fatos importantes:

ŒA Bíblia não fala de uma só pessoa conhecida como o Anticristo, mas de muitos anticristos.

A última hora, no contexto dos anticristos, não se refere ao fim do mundo, porque João disse que a última hora já havia chegado no primeiro século.

Ž Estes textos não falam de um Anticristo futuro, mas de muitos que já saíram do meio dos cristãos do primeiro século.

Um anticristo é uma pessoa que nega Cristo, ou que nega que este veio na carne.

O perigo das doutrinas humanas sobre o Anticristo é que desviam a atenção dos fiéis das verdadeiras ameaças em forma de tentações e doutrinas contra Cristo, porque as pessoas examinam os jornais procurando sinais da vinda de uma figura terrível. Ao invés de esperar a vinda de um grande inimigo de algum outro país, devemos nos defender contra os inimigos de Cristo que já estão no mundo desde a época da Bíblia.

05/04/2011

PIERCINGS TROCADOS POR ROSÁRIOS


“Não fareis incisões na vossa carne por causa de algum morto, nem fareis figuras algumas ou sinais sobre o vosso corpo" (Lv 19, 28).



A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos

Um grupo de jovens católicos iniciou, em Roma, um trabalho de evangelização que consiste em oferecer aos jovens rosários em troca de piercings. É a Associação Papaboys, que fica num bairro próximo ao Vaticano; eles já acumulam mais de mil piercings de formatos, cores e tamanhos diferentes.

“Vamos derreter tudo e criar um coração em homenagem a Maria, mãe de Jesus”, disse à BBC Brasil Daniele Venturi, presidente da associação. “Queremos que esses jovens encontrem o caminho da verdade”.

Esses jovens católicos vão pelas ruas da capital da Itália oferecendo aos jovens o rosário em troca do piercing, dizendo: “Me dá teu piercing em troca de um rosário. Vamos rezar juntos”? E “Para que colocar mais um peso na cabeça? Larga este ferro. Te liberta”.

A presidente da referida associação afirma que os Papaboys não iniciaram uma guerra contra os piercings, mas que apenas encontraram uma maneira divertida de se aproximarem dos jovens e trazê-los para Deus.

A associação foi criada depois do Jubileu da Juventude, evento realizado em Roma, em 2000, que reuniu mais de dois milhões de jovens. O nome escolhido é o mesmo que eram chamados os jovens que seguiam o Papa João Paulo II nas Jornadas Mundiais da Juventude, realizadas desde 1985, evento conhecido como “Woodstock católico” – em uma alusão ao célebre festival americano da década de 60. A associação conta com 10 mil jovens filiados em todas as regiões italianas.

“João Paulo II é o nosso principal inspirador. A coisa mais linda que ele ensinou aos jovens de todo o mundo é saber reconhecer a figura de Cristo no rosto de todas as pessoas”, ressalta Venturi.

“É uma brincadeira”, afirma ela. “Achamos que os jovens vivem pressionados por seguir a moda neste mundo em que tudo gira velozmente. Propomos um ferro diferente do piercing: um rosário, que é muito mais profundo, pode libertá-los e aumentar a potência dos seus corações”.

Na avaliação dos Papaboys, o piercing é trocado em nome de uma nova amizade. Afinal, todos aqueles que abandonam o adorno são convidados para participar da associação. “Jesus e os apóstolos formavam um grupo de amigos”, diz Venturi. “Os Papaboys também”. Eles chegam pedindo o piercing e acabam convidando as meninas para participar de um grupo de oração. Os rapazes podem também integrar o time de futebol da associação.

O estudante Michele Biaggio, de 22 anos, dá o seu testemunho quando foi abordado. “Achei que era uma brincadeira e tirei o piercing que tinha no lábio dando muitas gargalhadas. Só descobri que era era sério quando eles me mostraram o rosário”, relata. “Gosto da iniciativa. Gosto de saber que tem alguém preocupado com os jovens católicos” (Fonte: www.bbcbrasil.com)

Os médicos dermatologistas chamam a atenção para o perigo do piercing transmitir doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isso acontece porque frequentemente os que realizam a introdução do piercing, fazem a tatuagem ou a automutilação do corpo não tomam as necessárias cautelas higiênicas. Verifica-se que em cada cinco um adolescente é contagiado assim, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas. Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, lábios, e até nos órgãos genitais, o que mostra um comportamento exótico e excêntrico. Às vezes são usados vários anéis fixados através do pavilhão da orelha, e que podem acarretar necrose da cartilagem. O jovem cristão não precisa disso.

“Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos. Aos pais compete incutir aos filhos uma escala de valores que esteja acima de modismos e ondas do momento, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes” (D. Estevão Bettencourt